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sábado, 15 de setembro de 2012

Viver ou existir?

     Boa noite queridos - e, espero, existentes - leitores! Faz um tempinho que não posto, como devem ter notado. Tava afim de escrever e saiu o texto a seguir. Eu realmente pensei em deixá-lo em terceira pessoa, mas se o fizesse talvez o "quê" que há por trás não ficaria tão evidente. Peço que ignorem o tom "auto ajuda" que pode soar e que não o vejam dessa forma. Leiam-no como uma reflexão de um adolescente um tanto frustrado com o ser humano. Espero que gostem!

     "Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lááááááaaaa  ♫" 

     Sabem quando estamos bem, mas sentimos uma tempestade chegando? A princípio, pensamos ser algo da nossa cabeça. Mas logo sentimos aquele cheiro de terra molhada, seu corpo começa a sentir o vento aumentando de intensidade, as nuvens começam a escurecer... e então as gotas começam a se derramar. E, quando notamos, em menos de um segundo, estamos ensopados da cabeça aos pés.  Até que a tempestade passa e o sol aparece novamente no horizonte. E é então que vemos que há sempre esperança.

     Mas e se não fosse assim? E se a tempestade nunca acabasse? É como viver em um impasse, onde você vê e tenta não acreditar que cada gota significa um passo mais perto da morte, e, ao mesmo tempo, tem a esperança de que a tempestade acabe, por mais que não haja indícios de que isso venha a ocorrer. É ai que percebemos que há sim, esperança no fim. E, no entanto, sempre haverá um fim. No final, tudo acaba. 

     Eis que surge uma questão: Por que viver dessa forma? Nesse mundo de contantes evoluções retrógradas, onde a tecnologia avança, mas o ser humano regride. Onde nós, supostos seres pensantes e racionais, nos tornamos alienados e indiferentes com a vida. Esperando o tempo correr enquanto a vida passa e desperdiçamos nossos dias em futilidades. Isso é triste demais. Por que não aproveitar todo o tempo que dispomos para desfrutar de tudo o que temos nesse mundo maravilhoso? Tivemos o privilégio de surgirmos ou sermos criados, e desperdiçamos nossas vidas na incansável corrida por ser o melhor! Uma corrida onde buscamos tudo o mais abstrato, impalpável, o sucesso, a riqueza, a luxúria, o conforto, quando deveríamos buscar veemente a felicidade! Estranha vida, não?

     Nascemos, "vivemos", morremos. Aquele conhecido ciclo onde tudo começa, continua e termina. Seriam os erros cometidos por nossos ancestrais insuficientes para nos ensinar o valor da vida e do viver?

     Vivamos como no fim de uma tempestade: quando o sol surge e as nuvens ficam mais claras, nossos rostos se iluminam e a esperança surge em nosso corações. Por que esperar outra tempestade? Aproveitemos o sol e corramos para vida, antes que outra tempestade, outro risco do fim, aconteça.


"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe."
Oscar Wilde


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by X.Ford


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

"This World Falls on me - Better: on us"

      É incrivel. Você pensa, pensa e pensa sobre seu destino. Será que amanhã vou olhar pra tras e sentir saudades? Ou me arrepender de alguma coisa? Será que estarei satisfeito com minha profissão? Será que não serei um traficante ou apenas mais uma pessoa insignificante que se arrasta por esse mundo sem propósito aparente?


Se meu destino já está escrito, por que dar-me ao trabalho de tentar mudá-lo? Afinal o futuro é inevitável, não?



      Dude, this’s a shit! Como posso saber se estarei vivo para passar por tudo isso? Tantas perguntas que circulam por nossos pensamentos. Mas ninguém sequer comenta. Você não comenta. Sabe porque? Porque você não tem coragem. Eu não tenho coragem. Temos medo: medo de lutar contra a repressão inconsciente imposta pela sociedade e por nós mesmos; medo de lutar por viver sem paradigmas, sem preconceitos, ou pré-conceitos. Viver por viver. Os rumos de nossas vidas são tomados antes mesmo de nascermos. Tudo o que vivemos não passa de mentiras e respostas a estímulos externos. À regras externas. Não escolhemos nossas próprias escolhas. Ninguém escolhe. Seguimos nada mais do que as “tendências do mercado” - somos o que somos porque precisamos ser.“Papo Matrix”. #REPRESSÃO


      E onde fica o livre arbítrio? Sinceramente, isso não existe. Como podemos escolher entre sobreviver nas ruas ou viver no luxo? É semelhante a pedir que você escolha entre ser a pessoa mais rica do mundo ou a pessoa mais pobre. Qual você escolheria? Certamente, você não gostaria de ser um pobre coitado. Um mendigo. Denomina-se isso como INDUÇÃO DE ESCOLHA. Simples assim. Eu não pedi ou mandei que você escolhesse ser a pessoa mais rica do mundo. Você mesmo decidiu. Entretanto, você só decidi isso porque aprendeu que dinheiro é bom e enche a barriga. E quem lhe ensinou? Exatamente. A sociedade.

      Agora, o que destino tem haver com a sociedade? Creio que você saiba a resposta para essa pergunta. Destino é a sociedade. É ela que toma a direção do seu futuro: quem você será, o que será, qual profissão seguirá, que roupa usará, com que pessoas se envolverá, com quem não se envolverá. “É, mas eu sou diferente”. Desculpe-me, sinto pena de você. Apesar de te admirar, todos te massacrarão física e psicologicamente. Porque na sociedade o que é diferente é “exterminado”, é “heresia”. O que foge do padrão deve ser corrigido por todos e qualquer meio possível. Você pode não saber, mas você sabe. Seu inconsciente sabe.”O que é diferente é estranho e não merece atenção”. É assim que aprendemos.

      Destino é a indução de escolha em si: como escolher uma profissão na qual você será feliz mas morrerá de fome? como combater a corrupção e a maldade se você pode morrer por isso? Vivemos em um sistema que encontra seu equilibro no desequilíbrio. Ou melhor, na desigualdade: seja esta de raça, de renda, de recursos, de classe social, etc. Pode não parecer, mas isso influencia diretamente nossas vidas. Ruim é saber que convivemos com isso todos os dias. O peso no ombro causado pela falta de escolha, pela obrigação. E, pior, é saber disso e não fazer nada. Consentir com nossas vidas e “seguir em frente”. 

      Me entristece saber que somos manipulados a todo momento. Que não podemos viver o que queremos viver, e sim o que somos obrigados a viver. E apesar de saber que poucas pessoas lerão esse texto - talvez uma ou duas se tiver sorte - ainda há tempo de mudarmos. Afinal, ainda estamos respirando.



                                                                                                                                                   XFord